Bethesda III em uma punção de tireóide com agulha fina (PAAF). Benigno ou maligno?
Descubra o que significa a categoria Bethesda III em punções de tireoide e como gerenciar casos com atipias indefinidas entre benignas e malignas.
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Nódulo é uma área diferente dentro da glândula tireoide, localizada na parte da frente do pescoço. Muitos são descobertos por acaso e a maioria é benigna. A avaliação reúne história clínica, exame físico, ultrassom e, conforme a situação, exames como o TSH. Hormônios normais não excluem a necessidade de investigar um nódulo. [2]
A PAAF — punção aspirativa por agulha fina — coleta células para análise. Ela não é indicada para todo nódulo: a decisão considera as imagens, o tamanho, os antecedentes e a utilidade do resultado para o cuidado.
TI-RADS é um sistema para organizar características vistas no ultrassom e estimar a suspeita de malignidade. Aqui usamos o ACR TI-RADS, do American College of Radiology. Ele considera composição, ecogenicidade, formato, margens e focos ecogênicos. A soma de pontos forma a categoria. [1]
O número não representa estágio de câncer. TI-RADS 5 não significa “câncer em estágio 5”, e TI-RADS 3 não significa Bethesda III. Sistemas de outras sociedades podem adotar limites diferentes: confira qual foi usado no seu laudo.
Exemplo: um nódulo TR4 de 1,2 cm geralmente é acompanhado pelo critério ACR; um TR4 de 1,8 cm geralmente atinge o critério de PAAF. Isso ajuda a evitar punções desnecessárias sem perder de vista alterações que precisam de investigação. [7]
Esses limites são referências para adultos, não uma prescrição individual. Linfonodos suspeitos, extensão para fora da tireoide, sintomas, crescimento, biópsia anterior e condições gerais podem mudar a avaliação. O intervalo de controle deve ser definido pelo médico. [5]
“Hipoecoico” significa que o nódulo aparece mais escuro em relação ao tecido de referência no ultrassom. É uma descrição da imagem, não um diagnóstico. Seu significado depende das demais características. [1]
Focos brilhantes muito pequenos, descritos como focos ecogênicos puntiformes ou possíveis microcalcificações, podem aumentar a suspeita. Porém nem todo ponto brilhante é uma microcalcificação: o radiologista diferencia outros achados, como efeitos relacionados ao coloide. É o conjunto que orienta a classificação. [1]

Imagem ilustrativa gerada por IA. Não retrata paciente, profissional ou equipamento real do serviço.
Com o paciente deitado, o ultrassom localiza o nódulo e acompanha o posicionamento da agulha fina. São coletadas células para análise pelo laboratório. Pode ser necessária mais de uma coleta no mesmo nódulo. A equipe orienta sobre posição e momentos de permanecer imóvel. [3]
A PAAF é um procedimento diagnóstico: não remove um nódulo sólido e não trata, por si só, um eventual câncer. A anestesia e as medidas de conforto são combinadas com o médico. A indicação de sedação é individual, não uma exigência universal da PAAF. [3, 4]
A punção pode ser programada com patologista em sala, conforme a indicação e a disponibilidade. A avaliação rápida no local, conhecida como ROSE, permite verificar ao microscópio se a amostra contém material adequado para análise e orientar coletas adicionais quando necessário e seguro. [8]
Essa avaliação pode ajudar a reduzir amostras insuficientes, mas não elimina a possibilidade de repetir a punção. Não significa receber o diagnóstico definitivo de benignidade ou câncer durante o procedimento: a análise completa e o laudo, incluindo a classificação Bethesda, são concluídos pelo laboratório. [8]
Consulte previamente a disponibilidade de patologista em sala e confirme as condições e os custos desse acompanhamento com a equipe.
Leve o pedido, o ultrassom e exames anteriores, inclusive resultados de outras punções. Informe alergias e todos os medicamentos, principalmente os que interferem na coagulação. Não suspenda anticoagulantes ou antiagregantes por conta própria. Confirme com a equipe se há necessidade de jejum ou acompanhante. [4]
Podem ocorrer desconforto, hematoma ou sangramento; outras complicações são menos comuns. Às vezes a amostra é insuficiente ou o resultado permanece indeterminado. Nesses casos, pode ser necessário repetir a coleta ou complementar a investigação. [3, 4]
Antes da punção, o TI-RADS ajuda a decidir quais nódulos investigar. Depois, o laboratório pode apresentar a análise das células pelo sistema Bethesda, com categorias I a VI. Um resultado benigno, inconclusivo, indeterminado, suspeito ou maligno conduz a caminhos diferentes. [3]
Bethesda III significa uma categoria indeterminada, e não uma confirmação de câncer. A decisão pode envolver revisão do material, nova PAAF, acompanhamento, teste molecular em situações selecionadas ou cirurgia. O resultado deve ser interpretado com o ultrassom e o contexto do paciente. Leia nosso artigo específico sobre Bethesda III ao final. [6]
Envie o pedido e o laudo do ultrassom para a equipe do Dr. João Paulo. Antes de agendar, confirmamos a indicação encaminhada, a estrutura necessária, o preparo, a disponibilidade e o orçamento.
Combine também qual laboratório fará a análise, o que está incluído no valor, o prazo do resultado e o retorno com o médico assistente. Uma dúvida útil para levar à consulta é: “O resultado desta punção muda o que faremos agora?”
Pelo ACR TI-RADS, a punção geralmente é recomendada a partir de 2,5 cm. Nódulos menores podem ter indicação de acompanhamento, conforme tamanho e contexto. Não decida apenas pelo número da categoria. [7]
Não. É uma categoria de suspeita moderada no ultrassom. Muitos nódulos nessa categoria são benignos. A indicação de punção considera tamanho e avaliação individual. [1, 5]
Não automaticamente. A categoria descreve a imagem e não substitui a análise das células nem a avaliação clínica. O próximo passo depende do tamanho, dos demais achados e do contexto. [1, 5]
Essas características podem aumentar a suspeita, mas não confirmam malignidade sozinhas. É necessário avaliar o conjunto do ultrassom e, quando indicada, a PAAF. [1]
PAAF é uma forma de coleta por agulha fina voltada ao estudo das células, frequentemente chamada de biópsia de tireoide. Outras técnicas coletam fragmentos; a escolha depende da situação clínica. [3, 4]
Não. O funcionamento da glândula e a avaliação de um nódulo são questões diferentes. Por isso o ultrassom e os antecedentes continuam relevantes mesmo com TSH normal. [2]
Não. São sistemas diferentes: TI-RADS classifica o ultrassom; Bethesda classifica a análise das células. Bethesda III é um resultado indeterminado que precisa ser contextualizado. [3, 6]
Sim, mediante planejamento e disponibilidade. A avaliação imediata da amostra, chamada ROSE, ajuda a verificar se há material adequado e a orientar novas coletas quando necessário. Ela não substitui o laudo definitivo do laboratório nem garante que nunca será preciso repetir o exame. Confirme essa possibilidade ao agendar. [8]
O orçamento depende da quantidade de nódulos, das análises e da estrutura necessária. Envie seu pedido para confirmar os valores, a disponibilidade e o que está incluído.
Crescimento rápido no pescoço, rouquidão persistente ou dificuldade para engolir precisam de avaliação médica. Dificuldade para respirar exige atendimento urgente. [2]
Leia também: Bethesda III na punção de tireoide
[1] American College of Radiology — ACR TI-RADS e categorias
[7] ACR — Tabela oficial de categorias e limites de tamanho
[2] American Thyroid Association — Thyroid nodules
[3] American Thyroid Association — Fine needle aspiration biopsy
[4] ACR/RSNA RadiologyInfo — Ultrasound-guided thyroid biopsy
[5] ACR — TI-RADS: perguntas frequentes
[6] Dr. João Paulo — Bethesda III na PAAF de tireoide
[8] American Thyroid Association — Avaliação imediata da amostra (ROSE) e qualidade da citopatologia
Conteúdo educativo atualizado em 6 de outubro de 2026. Os critérios apresentados são do ACR TI-RADS para adultos e não substituem avaliação individual. Imagem ilustrativa gerada por IA.