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Ablação de MetÔstases HepÔticas de Câncer de Intestino no ROL da ANS

A ANS incluiu a ablação de metÔstases hepÔticas de câncer de intestino no ROL de procedimentos. Descubra como essa mudança impacta o tratamento dos pacientes.

Dr. João Paulo Giacomini Bernardes
PorDr. João Paulo Giacomini Bernardes
8 min de leitura
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Ablação de MetÔstases HepÔticas de Câncer de Intestino Adicionada ao ROL de Procedimentos da ANS

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou recentemente atualizações importantes na Resolução Normativa (RN) nº 465, de 24 de fevereiro de 2021. As mudanças, que entraram em vigor na publicação em diÔrio Oficial no dia 7 de maio de 2024, com objetivo modernizar e ampliar o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde no âmbito da saúde suplementar, proporcionando maior cobertura e melhores cuidados aos pacientes. Vamos explorar o impacto dessas mudanças.

Relatório de recomendação 881 - Ablação térmica para o tratamento do câncer de cólon e reto com metÔstase hepÔtica irressecÔvel ou ressecÔvel com alto risco cirúrgico - CONITEC

https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2024/20240307_Relatrio_881_abalaao_termica_cancer_colorretal_metastase_hepatica.pdf/view

RESOLUƇƃO NORMATIVA ANS NĀŗ 604, DE 6 DE MAIO DE 2024 - DIƁRIO OFICIAL - INCLUSƃO DA ABLAƇƃO DE METƁSTEASES HEPƁTICAS DE CƂNCER DE INTESTINO NO ROL DE COBERTURAS OBRIGATƓRIAS DA ANS

https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-normativa-ans-n-604-de-6-de-maio-de-2024-558204293

Inclusão de Novos Procedimentos

Uma das atualizações mais notÔveis é a inclusão de procedimentos específicos para o tratamento de metÔstases hepÔticas decorrentes do câncer colorretal:

  • Ablação por RadiofrequĆŖncia PercutĆ¢nea de MetĆ”stases HepĆ”ticas de CĆ¢ncer Colorretal Guiada por Ultrassonografia e/ou Tomografia Computadorizada
  • Ablação por RadiofrequĆŖncia de MetĆ”stases HepĆ”ticas de CĆ¢ncer Colorretal via Laparotomia
  • Ablação por RadiofrequĆŖncia de MetĆ”stases HepĆ”ticas de CĆ¢ncer Colorretal via Videolaparoscopia

Esses procedimentos são indicados para casos em que as metÔstases hepÔticas são irressecÔveis ou apresentam um alto risco cirúrgico, e quando as metÔstases têm até 4 cm de diâmetro. A inclusão desses procedimentos garante que os pacientes com câncer colorretal tenham acesso a tratamentos mais modernos e menos invasivos, aumentando suas opções de tratamento.

Ablação de MetÔstase HepÔtica

A ablação de metÔstase hepÔtica, que agora estÔ coberta pela ANS, é crucial para pacientes com metÔstase de fígado de câncer colorretal. As técnicas de ablação, como a ablação por radiofrequência e a ablação por microondas, são usadas para destruir células cancerígenas no fígado de forma minimamente invasiva.

  • Ablação por RadiofrequĆŖncia (RFA): Utiliza calor gerado por correntes elĆ©tricas de alta frequĆŖncia para destruir cĆ©lulas cancerĆ­genas.
  • Ablação por Microondas (MWA): Utiliza energia de microondas para aquecer e eliminar o tecido tumoral.

Como é realizada uma ablação percutânea hepÔtica?

A ablação é um procedimento médico minimamente invasivo utilizado para destruir tecidos anormais, como tumores. Primeiro, o paciente passa por uma avaliação detalhada, incluindo exames de imagem como tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM), para localizar e determinar o tamanho do tumor.

Durante o procedimento, o paciente Ć© posicionado de forma adequada, e imagens em tempo real sĆ£o utilizadas para guiar a inserção precisa de uma agulha desde a pele atĆ© o local do tumor no fĆ­gado. Dependendo da tĆ©cnica escolhida – que pode ser por radiofrequĆŖncia ou micro-ondas Ć© aplicada atravĆ©s da agulha ou sonda para destruir o tecido tumoral.

O procedimento é monitorado continuamente para garantir que a ablação seja eficaz e que o tecido saudÔvel ao redor seja preservado. Após a destruição do tumor, o dispositivo de ablação é cuidadosamente removido, e a pequena incisão é fechada com um ponto ou curativo.

Devido à natureza minimamente invasiva da ablação, a recuperação do paciente é geralmente rÔpida, permitindo um retorno mais rÔpido às atividades normais. O acompanhamento pós-operatório inclui exames de imagem subsequentes para assegurar que o tumor foi completamente destruído e para monitorar a recuperação do paciente.

Qual especialidade médica realiza a ablação percutânea de metÔstases hepÔticas guiada por imagem?

A especialidade médica que realiza a ablação percutânea de metÔstases hepÔticas guiada por imagem é a Radiologia Intervencionista. Os radiologistas intervencionistas são treinados para usar técnicas minimamente invasivas, guiadas por imagem, para diagnosticar e tratar uma variedade de condições, incluindo metÔstases hepÔticas. Eles utilizam tecnologias de imagem, como ultrassom(US), tomografia computadorizada (TC) , para guiar agulhas ou outros instrumentos até as lesões hepÔticas, a fim de realizar a ablação.

Impacto nas MetƔstases Colorretais

Pacientes com metÔstase coloretal, especialmente aqueles com metÔstase hepÔtica, agora têm acesso a tratamentos mais avançados e menos invasivos. A ablação de metÔstase hepÔtica é uma opção importante para pacientes que não são candidatos à cirurgia convencional devido ao risco elevado ou à localização dos tumores.

Vantagens da Ablação Percutânea guiada por Imagem

  1. Minimamente Invasiva: A ablação, seja por radiofrequência, micro-ondas ou crioablação, é um procedimento que envolve pequenas incisões ou inserções de agulhas, resultando em menos trauma para o corpo em comparação com a cirurgia tradicional.
  2. Recuperação RÔpida: Devido à sua natureza minimamente invasiva, a ablação permite uma recuperação mais rÔpida. Os pacientes geralmente experimentam menos tempo de internação hospitalar e retornam mais rapidamente às suas atividades diÔrias.
  3. Menor Risco de Complicações: A ablação apresenta um menor risco de complicações pós-operatórias, como infecções, sangramentos e cicatrizes, em comparação com procedimentos cirúrgicos mais invasivos.
  4. Conveniência para Pacientes com Comorbidades: Este procedimento é particularmente benéfico para pacientes que não são bons candidatos à cirurgia tradicional devido a outras condições de saúde, uma vez que exige menos do sistema cardiovascular e outros sistemas do corpo.
  5. Aplicação em Áreas de Difícil Acesso: A ablação pode ser uma opção viÔvel para tratar tumores localizados em Ôreas de difícil acesso ou em locais onde a cirurgia pode ser arriscada.

Transparência e Acesso à Informação

A ANS disponibiliza todas as informações detalhadas sobre essas mudanças em seu site oficial, garantindo transparência e permitindo que beneficiÔrios, prestadores de serviços de saúde e operadoras de planos compreendam completamente as novas regulamentações e diretrizes.

Conclusão

A inclusão de procedimentos de ablação de metÔstases hepÔticas no Rol de Procedimentos da ANS representa um avanço significativo no tratamento de pacientes com metÔstase coloretal e metÔstase de fígado. Técnicas como a ablação por radiofrequência e por microondas oferecem novas esperanças, proporcionando tratamentos menos invasivos e eficazes. Essas atualizações regulatórias asseguram que mais pacientes tenham acesso a cuidados de alta qualidade, refletindo o compromisso da ANS com a saúde e o bem-estar da população.

Perguntas e respostas sobre ablação de metÔstases hepÔticas de câncer coloretal

Quais são os novos procedimentos incluídos para o tratamento de metÔstases hepÔticas decorrentes do câncer colorretal?

  • Ablação por RadiofrequĆŖncia PercutĆ¢nea de MetĆ”stases HepĆ”ticas de CĆ¢ncer Colorretal Guiada por Ultrassonografia e/ou Tomografia Computadorizada
  • Ablação por RadiofrequĆŖncia de MetĆ”stases HepĆ”ticas de CĆ¢ncer Colorretal via Laparotomia
  • Ablação por RadiofrequĆŖncia de MetĆ”stases HepĆ”ticas de CĆ¢ncer Colorretal via Videolaparoscopia

Para quais casos a ablação percutânea de metÔstase hepÔtica estÔ indicada?

Esses procedimentos são indicados para casos em que as metÔstases hepÔticas são irressecÔveis ou apresentam um alto risco cirúrgico, e quando as metÔstases têm até 4 cm de diâmetro.

Estudos tem confrontado Cirurgia vs Ablação com resultados muito animadores de não inferioridade da ablação vs cirurgia, com algumas vantagens para ablação.

Quais são as vantagens da ablação percutânea guiada por imagem?

As vantagens incluem:

  • Minimamente Invasiva: Envolve pequenas incisƵes ou inserƧƵes de agulhas, resultando em menos trauma.
  • Recuperação RĆ”pida: Menor tempo de internação hospitalar e retorno rĆ”pido Ć s atividades diĆ”rias.
  • Menor Risco de ComplicaƧƵes: Menor risco de infecƧƵes, sangramentos e cicatrizes.
  • ConveniĆŖncia para Pacientes com Comorbidades: BenĆ©fico para pacientes com outras condiƧƵes de saĆŗde.
  • Aplicação em Ɓreas de DifĆ­cil Acesso: ViĆ”vel para tratar tumores em Ć”reas de difĆ­cil acesso.

Qual é o impacto da inclusão desses procedimentos no tratamento de metÔstases colorretais?

A inclusão desses procedimentos no Rol de Procedimentos da ANS representa um avanço significativo no tratamento de pacientes com metÔstase coloretal e metÔstase de fígado, proporcionando tratamentos menos invasivos e eficazes, assegurando que mais pacientes tenham acesso a cuidados de alta qualidade.

Como é realizada uma ablação percutânea hepÔtica?

A ablação percutânea hepÔtica é realizada através dos seguintes passos:

  1. Avaliação Detalhada: Exames de imagem como TC ou RM são usados para localizar e determinar o tamanho do tumor.
  2. Posicionamento e Guiamento por Imagem: O paciente é posicionado adequadamente, e imagens em tempo real são usadas para guiar a inserção de uma agulha até o tumor no fígado.
  3. Aplicação de Energia: Dependendo da técnica escolhida, energia de radiofrequência ou micro-ondas é aplicada através da agulha para destruir o tecido tumoral.
  4. Monitoramento e Remoção: O procedimento é monitorado continuamente, e após a destruição do tumor, o dispositivo de ablação é removido.
  5. Fechamento da Incisão: A pequena incisão é fechada com um ponto ou curativo.

Qual é o papel do radiologista intervencionista no tratamento de metÔstases hepÔticas decorrentes do câncer colorretal e quais habilidades específicas esse profissional deve possuir para realizar com sucesso a ablação percutânea guiada por imagem?

O radiologista intervencionista desempenha um papel crucial no tratamento de metÔstases hepÔticas decorrentes do câncer colorretal, utilizando técnicas minimamente invasivas para destruir tumores no fígado. As responsabilidades desse profissional incluem:

  1. Avaliação e Planejamento: Realizar uma avaliação detalhada do paciente, incluindo a revisão de exames de imagem como tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM) para localizar e determinar o tamanho e a extensão das metÔstases hepÔticas.
  2. Realização do Procedimento: Executar a ablação percutânea guiada por imagem, inserindo agulhas ou sondas de forma precisa no tumor hepÔtico utilizando ultrassonografia (US), TC ou RM para guiar o procedimento em tempo real. Eles utilizam técnicas como ablação por radiofrequência (RFA) ou por microondas (MWA) para destruir o tecido tumoral.
  3. Monitoramento e Ajustes: Monitorar continuamente o procedimento para garantir que a ablação seja eficaz e que o tecido saudÔvel ao redor seja preservado. Fazer ajustes necessÔrios durante o procedimento para melhorar os resultados.
  4. Pós-procedimento e Seguimento: Cuidar da recuperação imediata do paciente, gerenciar possíveis complicações e realizar exames de imagem subsequentes para assegurar que o tumor foi completamente destruído e monitorar a recuperação do paciente.

Habilidades Especƭficas NecessƔrias:

  1. Proficiência em Imagem Médica: Habilidade avançada em interpretar imagens médicas e utilizar tecnologias de imagem para guiar procedimentos intervencionistas.
  2. Destreza Manual e Precisão: Capacidade de realizar procedimentos delicados com alta precisão, minimizando danos ao tecido saudÔvel e reduzindo o risco de complicações.
  3. Conhecimento Técnico: Familiaridade com equipamentos e técnicas de ablação, incluindo o funcionamento e a aplicação de dispositivos de radiofrequência e microondas.
  4. Avaliação Clínica: Competência em avaliar a condição do paciente e planejar a abordagem de tratamento mais adequada, considerando os riscos e benefícios.
  5. Gerenciamento de Complicações: Habilidade para reconhecer e gerenciar complicações intra e pós-operatórias, garantindo a segurança e o bem-estar do paciente.
  6. Comunicação e Colaboração: Capacidade de trabalhar em equipe, comunicando-se efetivamente com outros profissionais de saúde, pacientes e suas famílias para assegurar um cuidado coordenado e centrado no paciente.
Dr João Paulo Giacomini Bernardes
Sobre o autor

Dr João Paulo Giacomini Bernardes

Radiologista Intervencionista em BrasĆ­lia- DF

CRM 21689-DF BrasĆ­lia – DF
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